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O teleférico de Aracaju em funcionamento desde o ano de 2006, após uma grande reforma no Parque José Rollemberg Leite, também conhecido como Parque da Cidade, tem atraído cada vez mais turistas que buscam programas diferenciados. O parque proporciona lazer para crianças e adultos que podem desfrutar de um zoológico e mata atlântica com entrada franca.

O teleférico proporciona uma visão panorâmica do zoológico e do alto é possível encontrar o leão, onça pintada, urso, cobras, aves e macacos. A reserva de Mata Atlântica, única de Aracaju, enobrece todo o passeio que tem duração de até 25 minutos. É garantido visualizar no percurso o centro de Aracaju e o Bairro Industrial onde fica localizado o parque.

Para Márcio Alves e Larissa, casal da cidade baiana de Vitória da Conquista, a primeira vez em um zoológico casou admiração. “É a primeira vez que visitamos um zoológico. O passeio no teleférico é muito tranqüilo e a visão é muito bonita, como toda a cidade também”, atestaram eles.

Já a pequena paulistana, Nicole Alaíde, 7, se entusiasmou com o passeio. “Pensei que no poste tinha uma cadeira, mas esse vai reto para cima”, disse explicando o funcionamento do teleférico. Segundo o seu pai, Djalma Bezerra, junto com a família pela primeira vez no parque, o passeio agradou a todos. “Gostei do passeio. É muito interessante e vamos voltar outras vezes”, frisou.

Segurança

Segundo o chefe de manutenção, Daniel Santos, a segurança no passeio é garantida. “O teleférico recebe manutenção semanal e uma visita mensal do engenheiro. Todos os processos são acompanhados rigorosamente por uma planilha. Os nossos funcionários são treinados e o equipamento tem capacidade de sustentação superior ao necessário”, comprovou ele.

Para o embarque os passageiros são instruídos a não balançar a cadeira, não tirar os pés da trava e a não levar lanche, para não ser descartado dentro do zoológico. As cadeiras, também conhecidas como ‘biposto’, tem capacidade para duas pessoas e o limite de peso de 600kg, a sustentação é feita por cabo de aço de 1 polegada e meia e todo o teleférico pode transportar até 30 toneladas.

Funcionamento

O teleférico de Aracaju funciona de terça a domingo, inclusive nos feriados, das 09h30min às 17h00min, já o parque abre às 08h00min. O passeio custa o valor de R$ 10,00 por pessoa e crianças até cinco anos não pagam, já os maiores de cinco, dos seis aos 12 anos pagam o valor de R$ 5,00. Por motivo de segurança crianças até os 14 anos somente passeiam acompanhados dos pais.

Matéria escrita por Janete Cahet e disponível através do link http://www.turismosergipe.net/noticias/ler/teleferico-de-aracaju-atrai-turistas

Os números de 2011

Publicado: 02/04/2012 em Matérias

A prova do não anonimato do meu Blog está nos números. Fiquei muito feliz em vê-los e abaixo compartilho com você, nobre visitante desta página. Em 2012 as pretensões é melhorar em quantidade e qualidade. Vamos aos trabalhos!

 

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2011 deste blog.

Aqui está um resumo:

Um bonde de São Francisco leva 60 pessoas. Este blog foi visitado cerca de 1.900 vezes em 2011. Se fosse um bonde, eram precisas 32 viagens para as transportar.

Clique aqui para ver o relatório completo

Carnaval de Rua

Publicado: 04/03/2012 em Podcast
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Brincando e trabalhando…

       Bloco de Carnaval de Rua da Atalaia Nova. Locução Janete Cahet e Batson Batalha.

Bloco Só Para Se For Pá BB

Conheça Sergipe!

Publicado: 04/03/2012 em Matérias
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Deixe Sergipe surpreender você. O menor estado do Brasil se apresenta no mínimo como um destino surpreendente. Privilegiado por suas praias, pelo quinto maior cânion navegável do mundo, belezas naturais, artesanato fortemente difundido, além de uma culinária que tem como prato principal o caranguejo, um convite a conhecer esta terra de cores, sabores, aconchegante e hospitaleira.

A capital Aracaju, uma das cidades mais limpas e organizadas do Brasil, oferece opções de passeios do shopping à praia com menos de 30 minutos de viagem. Logo pela manhã, o céu azul em todas as estações do ano, convida para tomar uma água de coco na Orla de Atalaia. O passeio de catamarã pelo Rio vaza-barris é uma pedida para os afeiçoados com a natureza que apreciarão a Croa do Goré e a Ilha dos namorados.

A Orla Por do Sol, oferece um belo programa para o final de tarde: ver a maior estrela da terra procurar novas terras com chegada da noite. Na passarela do caranguejo, além do caranguejo, iguaria pescada nos mangues da região, é possível dançar forró ritmado por artistas locais.

No Centro de Aracaju também encontramos os mercados centrais, palco dos festejos juninos da capital, a Orlinha do Bairro Industrial, margeada pelo Rio Sergipe, com vista para a ponte Construtor João Alves Filho, que dá acesso às praias do litoral norte. Ainda no centro temos o Palácio-Museu Olímpio Campos, reduto da história política do Estado, aberto atualmente para visitação.

São Cristovão, a quarta cidade mais antiga do Brasil abriga a Praça São Francisco, Patrimônio Cultural Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura – UNESCO. A cidade de Laranjeiras tem seu destaque pela diversidade cultural. Pirambu e Pacatuba com as formações de dunas, lagoas cristalinas, pantanal e suas praias.

Xingó, localizada na cidade de Canindé do São Francisco, com suas águas represadas propõe passeios para todos os gostos, que vão de trilhas pela rota do cangaço ao passeio de catamarã pela represa e no Rio São Francisco. No litoral sul encontramos as praias de águas cristalinas localizadas no Abaís e Caueira, distante 30 km de Aracaju pela ponte Joel Silveira.

Venha descobrir Sergipe e conhecer ainda mais sobre este pequeno notável do nordeste. Terra da qualidade de vida, onde o sol brilha em todas as estações do ano.

Texto escrito por Janete Cahet e publicado no site da TAM Viagens. (http://www.tamviagens.com.br/destinos/sergipe)

Meu dia Mundial Sem Carro

Publicado: 26/09/2011 em Opinião

	

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Às 7h saí de casa e segui em direção ao ponto de ônibus. Recebi a orientação de que as conduções não estavam passando especificamente naquele local, em função de um problema na via. Andei cerca de 100m e cheguei ao ponto seguinte. Por volta das 7h15 peguei a condução para o centro da cidade.

Sentei logo nos primeiros assentos, localizado na frente do ônibus. Dali testemunhei inúmeras pessoas adentrarem o veículo com muita dificuldade. Tamanha era a situação que não tinha possibilidade de levantar e ceder o lugar para um idoso caso fosse necessário, não enxergava o motorista três poltronas à minha frente, quiçá as de trás. As pessoas conduzidas se espremiam.

Quando no momento de muita reflexão, uma senhora solta a seguinte frase dentro do ônibus: – Ninguém inventa o dia mundial sem pagar transporte. Pobre tem que se ferrar mesmo! A minha primeira reação foi sorrir, a segunda foi pensar sobre as razões de sua afirmativa.

Ainda no trajeto, ao observar a janela no meu lado esquerdo vejo o Prefeito de Aracaju passar com sua bicicleta em traje esportivo (calça, camisa e sapato social, além do capacete…rsrs) seguindo em direção contrária. Cena que me veio a mente a possibilidade de ir até o estágio de bicicleta, mas será que eu teria condições de ir trabalhar todos os dias de bike?

A resposta seria não. No local onde trabalho não me possibilita chegar e tomar um banho, após a longa pedalada. Além do perigo que existe em trafegar com uma bicicleta sem estar em uma ciclovia. As construídas em Aracaju não nos levam até o centro.

Ao chegar ao meu destino me deparei com a bela Rua Viva – projeto da SMTT que objetivou fechar as ruas no entorno da Praça General Valadão e permitir a passagem livre do pedestre, momento também onde foram desenvolvidas atividades lúdicas e recreativas. Contudo,  as ruas adjacentes haviam se tornado um caos. Um grande engarrafamento havia se criado em função das poucas avenidas para o escoamento do trânsito.

Ao passar pela Rua Viva é fato que senti o impacto da humanização de um ambiente. As flores tornaram o local mais leve. Era possível observar no semblante dos que passavam por ali a satisfação. Algo confirmado um dia depois, momento em que retirava as fotos, um senhor passou ao meu lado e disse: “seria muito bom se ficasse assim para sempre”. Balancei a cabeça afirmativamente.

No retorno, peguei uma carona até em frente ao shopping Jardins. Lá pude perceber o quanto os pontos de parada dos ônibus estão deteriorados, fato que também havia observado na Rua da Frente, ou Ivo do Prado.  Ao pegar a condução, existia apenas o motorista trabalhando no ônibus. Fiz o pagamento da passagem a ele e como deveria me entregar o troco a condução não saiu de imediato.

Minha percepção da situação foi, se a situação já está ruim e ainda querem diminuir o efetivo. Onde vamos parar? Num ônibus transitável seguimos para o Terminal de Integração do DIA e após alguns embarques e desembarques cheguei a casa.

Conclusões da minha dissertação [rsrs]. O transporte público de Aracaju ainda deixa muito a desejar. Ônibus lotados, passageiros insatisfeitos, atrasos, veículos velhos, entre outros. É fato que o nosso transporte público chegue ao ideal, levando em consideração a estrutura de nossa cidade, deve demorar muito. Até lá, o número de veículos em Aracaju – comprados por aqueles que não desejam esperar tanto – deve triplicar.

Quando nos permitimos vivenciar algumas situações – praticar a alteridade – temos mais chances e vontade de mudar uma realidade. Espero que este desejo tenha sido cultivado na pasta de projetos do vereador Danilo Segundo, que seguindo a mesma proposta que eu, deixou o seu carro em casa e utilizou o transporte público para obter, como testemunha ocular, as suas impressões acerca do transporte público da nossa cidade.

Faltam estrangeiros em Sergipe

Publicado: 21/09/2011 em Opinião

Em minha última viagem que teve como destino a cidade de Olinda (PE), pude notar a quantidade de estrangeiros que passeavam por aquele lugar. No albergue onde me hospedei [desconheço a existência de Albergues em Aracaju], com uma estrutura mediana, mas que refletia de maneira singular a cultura da região, foi constante a rotatividade dos estrangeiros por lá.

Do pouco que pude me informar e perceber durante os cafés da manhã, momento em que era possível encontrar os habitantes passageiros dali, durante os seis dias que passei por lá, é que tinham várias procedências. Franceses, italianos, espanhóis, argentinos, além de brasileiros de vários estados estavam ali.

Mas por que eles não vêm para Sergipe? Antes de responder a minha própria pergunta, afirmo! Não vi, nos locais onde percorri em Pernambuco, belezas tais que não pudesse ser vistas em minha terra. E tentando responder baseada em meu limitado conhecimento sobre turismo em nosso estado, posso pontuar algumas questões relacionadas principalmente à divulgação.

Franceses, italianos, espanhóis, argentinos,
além de brasileiros 
de vários estados estavam ali.

Este mesmo ponto de vista é alimentado pelo professor Mário André, que passou o período de quatro meses na Nova Zelândia. “Muitos dos estrangeiros que conheci querem vir ao Brasil, mas algumas pessoas que conversei lá fora já tinham ouvido falar de Salvador, Recife, Natal, mas nunca de Sergipe”, argumenta.

Outro ponto seria a passagem aérea para o nosso estado tem valor elevado em relação a outros estados. Possuímos bons hotéis, mas não ofertamos hospedagens mais econômicas, como albergues, o transporte coletivo deixa a desejar; mesmo com uma quantidade de habitantes absurdamente maior, é possível utilizar o transporte urbano sem transtornos em Recife, mesmo em horário de pico.

Sabe-se que muitos dos turistas que aqui nos visitam são pessoas que já fizeram a viagem dos sonhos, percorreram diversos países e estados brasileiros e por fim chegaram a Sergipe, sem contar com os baianos, paulistas e mineiros que sempre estão por aqui.

É preciso mudar este cenário. Sergipe tem potencial e precisa ser explorado. Somos uma cidade planejada. Temos cultura, lazer, sol, praia e mar, além de festas que agradam a todos os públicos. A infraestrutura da cidade é bonita de se ver e nada disso está sendo explorado por um público que pode gerar um retorno ainda maior para o estado, como os turistas estrangeiros.

Em contrapartida, sinto que Aracaju muito mais atraente e aconchegante que aquela metrópole do nordeste. Aqui podemos encontrar um barzinho a cada esquina e nele beber sem qualquer receio. Ir aos quatro cantos do estado e pagar muito pouco por isso. E cultura é coisa que nos sobra, dentre outros adjetivos.

Uma verdade seja dita: A cada novo lugar que conheço tenho a certeza do quão a nossa Aracaju é charmosa e bem cuidada, por isso que sempre sinto vontade de voltar.

Alimento Familiar

Publicado: 25/07/2011 em Opinião

Existe momentos compartilhados em família que podemos ao final de cada dia afirmar que fomos alimentados  no corpo e na alma. E é assim que me sinto após a experiência que vivi ao presenciar minha família seguir o passo-a-passo para a fabricação dos ‘bolos de puba’, como eles convencionaram chamar, mas nós conhecemos como o pé-de-moleque.

É muito interessante observar o processo artesanal pelo qual é possível chegar ao resultado final. Os ensinamentos cultivado de geração em geração. Recordo-me que ainda muito menina a minha avô Lourdes, in memoriam,  levar a mim e minhas três irmãs para ajudar a fazer os bolos. Hoje é o meu tio e a minha mãe que fazem, não sei se levarei esta tradição à descedência, pois a vida na cidade não abre brechas para isto.

Fiz questão de registrar cada momento que foram essencialmente gratificantes pelo que representaram: a vida familiar.

Após a retirada da mandioca da água tem início a lavagem da massa.

A massa é levada para a prensa.

Após a prensa, a massa já enxuta é peneirada.

A massa fina é misturada ao coco e ao soro do cravo.

São preparadas as fôrmas para os bolos.

Após a massa homogenizada e as fôrmas prontas, os bolos são levados ao forno à lenha.

Depois da massa bem assada, os bolos são levados para a cozinha onde são a atração do café da manhã e do jantar e também garante o lanche dos meninos durante muitos dias.

Pontes de Aracaju

Publicado: 29/06/2011 em Matérias

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Percorrer os 181km de Aracaju e observá-la, não passaria despercebido a nossa visão as sete pontes existentes na nossa cidade. No centro da cidade temos a bela visão da Ponte construtor João Alves sobre o Rio Sergipe. Monumento arquitetônico que divide a sua história com o Município de Barra dos Coqueiros e o litoral Norte de Sergipe, a ponte permitindo acesso mais rápido à região.

Antes a travessia até a outra margem, somente era possível através das embarcações chamadas Tó-Tó-Tós. Ainda hoje utilizadas por moradores da região e por turistas, paratanto com um fluxo menor. Devido a construção da ponte, hoje a Barra dos Coqueiros usufrui da especulação imobiliária, turismo e melhorias no saneamento básico da Cidade.

Ainda naquela região e permitindo a passagem pelo mesmo Rio, temos a Ponte Godofredo Diniz, pouco conhecida pelo nome batismo, a ponte do shopping Rio Mar, foi para Aracaju sinônimo de desenvolvimento, e após a conclusão das obras Sergipe recebeu o primeiro shopping do estado.

A ponte sobre o Rio Poxim, trouxe para os Aracajuanos mais uma via de acesso ao centro da cidade, sendo construída antes mesmo, da Godofredo Diniz, permitiu o acesso ao mar através do centro da Cidade.

Temos ainda as Pontes sobre o Rio do Sal, no município de Nossa Senhora do Socorro, proporcionando o desenvolvimento econômico da região, que possui grande número de Indústrias, o comércio em crescimento e receberá em breve o primeiro shopping da região.

No outro extremo vamos encontrar a mais recente ponte construída em Aracaju. Seu nome homenageia um dos mais importantes jornalistas da nossa história, o jornalista Joel Silveira. A via interliga Aracaju ao litoral sul, explorado atualmente turisticamente, além de encurtar a viagem para Salvador em 70km.

Contudo a construção desta ponte provocou o fim das atividades das balsas que faziam a travessia dos veículos, hoje  estas embarcações estão ancoradas às margens do rio sofrendo as intempéries do tempo.

Estas pontes fundamenta-se por interligar a capital à grande Aracaju composta pelos municípios de Aracaju, São Cristovão, Barra dos Coqueiros, Nossa Senhora do Socorro e Itaporanga D’Ajuda.

Aracaju cidade localizada no litoral, cortada por rios como o Sergipe e o Poxim, já foi um cenário que apresentou dificuldades para a sua construção, pois a região continha muitos pântanos, pequenos lagos e mangues. Sua história, fortemente relacionada com a cidade de São Cristóvão, teve início após a mudança da capital. Fundada em 1855, foi a primeira cidade planejada de um estado brasileiro; seu formato remetendo a um tabuleiro de xadrez e todas as ruas desembocando para o Rio Sergipe.

Até então, as cidades existentes antes do século XVII adaptavam-se às respectivas condições topográficas naturais, estabelecendo uma irregularidade no panorama urbano. Contudo, o projeto desafiava a capacidade da engenharia da época, face à sua localização numa área onde predominava pântanos e charcos. O desenho urbano da cidade foi elaborado por uma comissão engenheiros, tendo como responsável Sebastião Basílio Pirro, que transformou Aracaju em um dos primeiros exemplos de tal tendência geométrica, no Brasil.

No centenário, o desmonte do Morro do Bonfim, imensa duna que sobreviveu um século no meio da planta de Aracaju e fornecia areia para os aterros da capital, foi a mais importante obra pública do ano. Com isso foi viabilizado outros importantes projetos arquitetônicos da cidade como a Ponte Presidente Juscelino, sobre o rio Poxim. Duas décadas depois a capital recebeu nova Ponte, a Godofredo Diniz, em outro trecho do rio Poxim. Aracaju deixava de ser uma cidade apenas ribeirinha, para ganhar e incorporar o mar, para onde levou toda uma estrutura de lazer e entretenimento.

Com o objetivo de encurtar distância, facilitar o acesso e desenvolver economicamente a cidade foram construídas outras pontes em Aracaju. A Ponte José Rolemberg Leite, inaugurada em 2004, sobre o rio do Sal e liga Aracaju a Nossa Senhora do Socorro, a Ponte Construtor João Alves, inaugurada em 2006, ligando Aracaju a Barra dos Coqueiros, e a Ponte Joel Silveira, inaugurada em 2010, que liga Aracaju ao Município de Itaporanga D’Ajuda.

O mundo de hoje não sobrevive sem informação e as ferramentas das redes sociais solidificam este conceito. Na atualidade já não basta a informação, as pessoas querem estar conectadas, numa troca contínua de dados. Predomina o conceito da informação rápida que se dissemine para milhares de pessoas em alguns segundos. Através do marketing espontâneo. 

O internauta se sente, diante desta conjuntura, disseminador das informações que estão ao seu redor.  O revolucionário magnético que pode fazer a cobertura dos mais diversos fatos que estão no seu cotidiano. Ao filmar ou fotografar com o seu celular um acontecimento e disseminá-lo nas redes sociais, isto pode significar que do dia para a noite uma celebridade espontânea surja.

 Tamanha exposição tem sido positiva para empresas de todo mundo que não precisam ir tão longe para fazer pesquisas em relação ao comportamento dos indivíduos. As redes sociais surgem como uma ponte entre o público pretendido e a empresa.

 De acordo com Andreas Weigend, ex-cientista-chefe da Amazon e especialista em comportamento do consumidor online, o crescente desejo das pessoas de compartilhar suas opiniões, experiências e aspirações dá às empresas uma oportunidade de ouro para captar, medir e conectar dados e, depois, utilizá-los no desenvolvimento do novo “marketing das redes sociais”, que ele chama de “marketing social”.

 Ainda segundo ele, nós temos o privilégio de viver em uma época na qual o mundo se conectou. E o foco da conexão mudou. “Ela começou com a conexão dos computadores, quando o departamento de TI [tecnologia da informação] foi criado nas empresas. Passou a ser a conexão das pessoas, e foi quando os Facebooks da vida foram criados. Agora, para a aplicação nos negócios, trata-se realmente de conectar dados, e é por isso que falamos sobre a revolução social dos dados”.

 Para os jornalistas, o mundo conectado nos permitiu chegar ainda mais fácil as fontes, conhecê-las – mesmo que virtualmente – disseminar informação e ter acesso a elas de maneira mais rápida. Contudo, utilizar os blogs, o ‘você repórter, e os twitteiros de plantão, como fonte de informação, não é o melhor caminho, pois eles podem propagar informações duvidosas, requerendo do jornalista um segundo trabalho de investigação. Mesmo assim, o ofício puramente jornalístico de disseminar a informação está sob a tutela de quem a possuir, desde o surgimento das redes sociais.

Conheça o programa em série produzido com a finalidade de pontuar os principais problemas existentes no trânsito de Aracaju e as soluções apontadas pelos órgãos responsáveis em tornar o tráfego possível em nossas avenidas. Problemática esta originada pelo grande número de veículos e a falta de educação no trânsito dos condutores.

Trânsito de Aracaju: Problemas e Soluções (Reportagem1)

Trânsito de Aracaju: Problemas e Soluções (Reportagem2)

Trânsito de Aracaju: Problemas e Soluções (Reportagem3)

Por Hiperydes Albuquerque e Janete Cahet

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Bananeira sem banana?

Publicado: 22/03/2011 em Opinião

Precisar do serviço público municipal de saúde em Aracaju é sentir na pele o descaso dos nossos governantes, principalmente do prefeito da cidade campeão em qualidade de vida. Edvaldo Nogueira, fui ao Hospital de Urgência do Augusto Franco e não pude ser atendida, não tinha médico, um clínico geral que pudesse me receitar e me mandar embora. Hospitalsem médico? Supermercado sem produtos para vender? Bananeira sem bananas? Qual adiferença?

Por necessitar do serviço público municipal, senhor Edvaldo, me dirigi com para o Hospital Nestor Piva. Ao chegar lá tive a informação que o atendimento iria demorar. Na minha frente, existiam cerca de 60 pessoas aguardando o atendimento. Como esperar? Iria acabar o plantãodo médico e não iria ser atendida. Não errei na concordância não, singular mesmo, pois existia um único médico atendendo em todo o hospital. Volto a questionar, hospital quase sem médicos? Supermercado quase sem produtos para vender? Bananeira quase sem bananas? Qual a diferença?

Como não se automedicar nestas circunstâncias. E me coloco na pele de tantos outros que sem escolha tem que esperar o atendimento e receber uma receita sem poder pagar pelo remédio ou até mesmo morrer nas filas sem fim dos hospitais municipais e/ou estaduais. E vou além, se tivermos o surto de dengue que está previsto para este verão? O que será de nós que não somos assistidos por plano médico particular e nem pelo serviço médico público?

Nestes 156 anos de Aracaju o que temos a comemorar diante dos contratempos que encontramos nesta Capital? Transito Caótico? Um número ainda maior de radares em nossas avenidas? Empresas com acusações de corrupções com contratos na prefeitura de Aracaju? Esses são temas que além da saúde precisam da sua atenção Edvaldo.

Nossa genética

Publicado: 22/01/2011 em Opinião

Hoje fui surpreendida por meu irmão mais velho. Com apenas 7 anos, já demonstra o que a genética não explica, o campo das afinidades. O Joãozinho adora desenhar, como eu na sua faixa etária, e já demonstra que pode ir mais longe. Fiquei emocionada ao ver os seus desenhos, ele sabia identificar a todos.

Com a sua simplicidade num caderno sem capa, poucas folhas em branco e pontas amareladas, no punho uma caneta Bic, onde o mesmo transformava a sua imaginação em realidade, numa concentração inabalável.

Sua seriedade é o refúgio de uma criança envolvida pelo amadurecimento precoce. E o brilho que reflete, torna uma má formação congênita em seu pé, invisível, aos olhos sensíveis que penetram ao coração.

Acredito em pessoas e tenho certeza que elas podem nos surpreender.

A figura do PAI

Publicado: 28/12/2010 em Opinião

Muitos filhos lembram-se da figura paterna de forma muito constante, presente. Acontece dos filhos conhecerem histórias da vida de seus pais, lições, grandes realizações, primeiras namoradas, como conheceram suas mães e demais situações que sempre são recontadas em momentos de família e que você com certeza já sabe contar de trás para frente e da frente para trás.

Os fatos narrados acima retratam a vida usufruída por muitos filhos, mas nem sempre proporcionada por muitos pais.

E é sobre esta falta que venho tratar. A vida sem afeto com o meu pai, mesmo com a sua presença diariamente dentro de casa, além da difícil convivência com o álcool.

Rememorar estes momentos mexem profundamente comigo, ao tempo que posso dizer que todos os traumas foram

superados. A presença de Deus em nossas vidas nos permite enxergar que sempre é possivel um recomeço, que podemos fazer um final feliz. Assim me senti após reencontrar o meu pai, com uma feição diferente em sua humilde residência e meus novos irmãos.

Hoje, um possível tumor no olho lhe faz pensar sobre a vida e tudo que deixou de fazer no momento que lhe foi permitido. Contudo, um abraço entre pai e filha envolvido por muitas lágrimas fez sarar muitas feridas e abriu as portas para um diálogo interrompido por anos. Agora, diferentemente de antes, sou útil. Ele se orgulha das filhas que tem, somos quatro, e somente pronuncia os nossos nomes com palavras de elogio.

Assim a vida vai seguindo o seu curso. Aquilo que parecia sem resolução em minha vida, tem um desfecho providenciado por um senhor de extrema sabedoria chamado “TEMPO”.

Por Janete Pinto Cahet

Tirá-lo da frente do computador não é tarefa fácil. O deadline para a apresentação de sua dissertação de mestrado em Modelagem Computacional com especialização em Mineração de Dados esta próximo, fato que o faz virar dias e noites ininterruptos em frente ao equipamento. Mas o Homem longe dos computadores é conhecido desde a infância por uma personalidade singular. Último filho de uma família de 10 irmãos sempre foi o que apresentou aos pais resultados concretos de uma vida bem sucedida nos estudos.

A família Farias, fruto do êxodo rural, saiu do município de Gararu, especificamente do povoado Lagoa Primeira, rumo à capital quando o filho mais novo ainda tinha  4 anos. Mário não se recorda da sua vida interiorana ao contrário de seus irmãos. “Como éramos muitos, papai nos organizava em duas equipes para irmos para a roça, no horário contrário íamos para a escola. Mamãe saía pela manhã e retornava à noite”, relembra Rita de Cássia, a irmã que assumiu o papel de auxílio maternal da família.

Mario André aos seus 31 anos é um composto de bom filho, profissional e amigo. Ele sempre esteve envolto de boas amizades e familiares, cresceu ao redor de pessoas que lhe devotavam atenção e carinho. O mesmo sofreu na juventude de um problema dermatológico que traz até hoje, a acne, situação que o faz procurar o seu dermatologista com certa regularidade. O “nerd” da turma, logo foi apelidado de chokito.

A vida para o jovem não foi tão bela quanto podia ser. Aos nove anos de uma infância agitada pelas peripécias, a professora Maria Madalena, sua mãe, foi tragicamente atropelada, no bairro onde morava, fato que lhe deixou dias internada e após uma hemorragia interna veio a falecer. Deixando os filhos, dentre eles dois menores. “A perda da minha mãe marcou a minha infância. Foi um momento muito ruim. Minhas irmãs tiveram que cuidar de mim. Em contrapartida a minha família se uniu”, relembra.

Mesmo com este marco para a vida de uma criança, em que nada parece se explicar. Ainda foi possível à memória com traumas superados, lembrar de momentos de sua infância. “Minha infância foi normal, diferente das crianças de hoje. Viajava para o interior, soltava pipa, andava a cavalo, brinquei muito”, ressalta.

A referência nos estudos veio do irmão Flávio, o ‘Pelé’, que havia estudando na antiga Escola Técnica e já fazia parte do mercado de trabalho como técnico. Contudo, Mário foi mais além. “Após o término do primeiro grau prestei uma seleção para cursar o preparatório na Escola Técnica”. Devido à boa média alcançada, o irmão mais novo, adentrou o ensino técnico, sem mesmo prestar o vestibular, pré-requisito para os alunos medianos.

A vida de estudante no segundo grau, não lhe foi suficiente. Ainda menino tinha seus objetivos de vida traçados. Já almejava trabalhar. “No meio do segundo grau comecei a trabalhar como aluno bolsista e depois fui monitor de laboratório”. Neste ínterim, surgiu a oportunidade de ingressar na universidade.

A pensão que sua mãe havia deixado lhe deu possibilidades. Sua inteligência que garantiria a entrada na Universidade Federal de Sergipe, aonde viria a estudar mais tarde, possibilitou pensar mais à frente e seguiu para a Universidade Tiradentes para cursar Análises de Sistemas. “Como meu tutor, meu pai recebia uma pensão de minha mãe, que aos meus 18 anos iria acabar. Sabendo de sua continuidade, conversei com o meu pai sobre a possibilidade de ingressar em uma universidade particular e após o seu consentimento, fiz o vestibular e ingressei na Unit”, assegurou.

A universidade foi para Mário foi à força motriz de um desenvolvimento acadêmico e profissional que tem dado frutos até os dias de hoje. Com uma vida sempre pautada pelo planejamento, logo começou a estagiar.  Já formado, trabalhou em empresas contratadas como Banese e Deso, neste meio tempo, dava início a sua pós-graduação, onde após o convite de um professor foi lecionar em uma faculdade particular. Experiência que o fez perceber a sua afinidade com a academia.

Fora do ambiente acadêmico, os acontecimentos conspiravam ao seu favor, quando se inscreveu no primeiro concurso. “Por intermédio do destino prestei meu primeiro concurso. Sem muito interesse fiz a inscrição. No dia estava acompanhando um colega que ia ao shopping com este fim, como tinha esperado o tempo todo na fila com ele, de última hora decidi me inscrever”, conta.

A vida como servidor público, exercendo a atividade de Policial Civil, lhe garantiu mais tempo para se dedicar a aquilo que havia traçado para a sua vida. Ser professor efetivo do Centro Federal de Tecnologia, atualmente Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Sergipe – IFS. Desejo cultivado após a sua passagem pelo Instituto como professor substituto pelo período de quatro anos. Objetivo alcançado com muito mérito pouco tempo depois.

Quando a vida parecia estar estabelecida, este inquieto homem sempre mostra que é possível ir mais longe. No seu segundo ano de efetivação, seguiu para a cidade de Alagoas onde passou um ano estudando no mestrado.  No seu retorno outros planos estavam fundamentados. Ainda nem defendeu a sua dissertação e o doutorado está definido como o outro passo a ser seguido.

“Posso dizer que todos os objetivos profissionais que tracei foram alcançados. Para tanto, tenho outros caminhos a percorrer, não quero me tornar um profissional obsoleto. É preciso estar em constante atualização”, afirmou. O doutorado já está em processo em seus planos. É sabido que é pré-requisito o domínio de uma língua estrangeira para concorrer a uma vaga e melhor recomendação dos orientadores. Sempre pensando a frente Mário Seguiu para a Nova Zelândia para intercâmbio de três meses.